Dados são do IBGE
Segundo números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cada 10 pessoas que começaram a trabalhar entre 2024 e 2025, oito estavam na informalidade, atuando sem carteira assinada ou registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). O número mostra um recorde para o estado. Os dados mostram uma adição de 172 mil pessoas na informalidade em um ano, fazendo com que esse grupo chegasse a 3,4 milhões em todo o estado. Assim, a taxa de informalidade na Bahia passou de 51,4% em 2024 para 52,8% em 2025 e subiu da sexta para terceira maior no país, só abaixo das registradas em Maranhão (58,7%) e Pará (58,5%).
Em 2025, a taxa de desocupação na Bahia ficou em 8,7%, a mais baixa da série histórica do IBGE, que teve início em 2012. Ainda assim, porém, foi a segunda mais alta do país, empatada com a de Pernambuco, abaixo apenas da registrada no Piauí (9,3%) e bem maior do que a do Brasil como um todo (5,6%). De acordo com o IBGE, há na Bahia 621 mil pessoas em busca de trabalho. É o trabalho informal que lidera a ocupação no estado, sendo um dos fatores para o baixo rendimento mensal na Bahia, que é o segundo mais baixo do Brasil. Os trabalhadores baianos recebem habitualmente R$ 2.284 por mês, aponta o IBGE. Na edição anterior da pesquisa, entre 2024 e 2025, a Bahia tinha o terceiro menor valor. Em 2025, foi superada pelo Ceará (R$ 2.394) e caiu uma posição no ranking nacional dos rendimentos de trabalho, ficando acima apenas do Maranhão (R$ 2.228).



