A formação da equipe que deverá comandar a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026 começa a ganhar contornos em Brasília. Por enquanto, a lista é dominada por paulistas, e há apenas a presença de dois baianos entre os cotados para ocupar posições de destaque na coordenação nacional da campanha.
Segundo informações divulgadas nos bastidores políticos, o comando geral da estratégia eleitoral ficará a cargo de Edinho Silva, atual presidente do PT, que é paulista. A equipe reúne pessoas de confiança direta do presidente e também integrantes da chamada “velha guarda” petista, alguns deles afastados da rotina partidária nos últimos anos.
Entre outros nomes já citados está Paulo Okamotto, que até recentemente presidiu a Fundação Perseu Abramo e deverá atuar na articulação dos comitês populares e na mobilização nas redes sociais. Ele também é paulista.
Outro integrante do grupo é Aloizio Mercadante, responsável pela área econômica da campanha. Já o ex-prefeito de Diadema (SP) José Filippi Jr. deverá assumir a tesouraria. Os dois são do interior de São Paulo.
A agenda política do presidente durante o período eleitoral deve ficar sob responsabilidade de Gilberto Carvalho, que ocupou papel central nos dois primeiros mandatos do petista no Palácio do Planalto. Ele é do Paraná. A mobilização política nos estados deverá ser coordenada pela secretária-executiva do PT nacional, Mônica Valente, que é paulista.
Um dos baianos na lista é o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli, que é de Salvador. Nome de confiança do presidente da República, ele ficará responsável pela elaboração do programa de governo.
O outro baiano, também de Salvador, é o marqueteiro Raul Rabelo, sócio do secretário de Comunicação Social da Presidência, o conquistense Sidônio Palmeira, que ficará no governo durante a campanha. Raul é filho do advogado eleitoral Vandilson Costa, que foi deputado estadual em Vitória da Conquista pelo PMDB (hoje MDB), e sobrinho do ex-vice-prefeito Hugo Costa e do vereador Paulo Costa (PCdoB), todos do município de Guanambi.
O grupo ainda pode ser ampliado. Um dos nomes citados como possível reforço é o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, o deputado federal licenciado Guilherme Boulos (PSOL), que é paulista.
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