Por Mara Cerqueira
Um antigo ditado em alusão a quando se está entre uma situação difícil, onde se tem que escolher uma coisa ou outra, diz que se está “entre a cruz e a espada”.Essa é a condição do governador da Bahia neste ano eleitoral.
Perguntado no dia de hoje sobre as eleições em Bom Jesus da Lapa, Jerônimo faz como Pôncio Pilatos, lavou as mãos; é claro que ele argumentou de forma respeitosa a sua posição quanto governador, e aludiu a atual situação da Lapa como a imagem da mãe que ao presenciar dois filhos brigando ela vai morrer dizendo que quer paz.
Jerônimo ainda ressalta que não acha que a política possa ser um espetáculo eleitoral, que há de ter o respeito às pessoas, e a suas respectivas histórias; ele orienta que a política seja feita com o dom da critica do projeto e dos equívocos necessários, não misturar as coisas, e continua a dizer que em Bom Jesus Lapa ele continuará pedindo a unidade entre o seu grupo.
O governador mais que ninguém sabe que não é mais possível essa unidade, no entanto, tem os dois pré-candidatos como aliados; Fábio, o mais novo petista e Eures, que caminhou toda a Bahia pedindo votos para a chapa Jerônimo e Lula.
A nada confortável situação do governador, imposta pelo recente rompimento da sua base, desmente as falácias da narrativa do atual gestor, de que o time tem o apoio restrito do governo do estado e Federal, mas a realidade é outra, a movimentação de Fábio indica que ele teria viajado para tentar trazer o governador para o lançamento da sua pré-campanha à reeleição, contudo não é certeza de que isso seja possível.
Em uma pequena análise à fala do gestor estadual e isso é no mínimo desesperador para os petistas, com baixa na opinião pública na rádio boteco, vinda do Detran Regional, caos na saúde e um opositor que lhe fez prefeito sem nenhuma capacidade de alçar o pleito sozinho, Fábio tenta desmentir o que é facilmente confirmado, portanto, forçar grandes reuniões para demonstrar poder é o que lhe resta.
O atual gestor tem todo o direito de se lançar candidato, fazer suas estratégias criar suas narrativas, mas a realidade é irretocável, e pelas palavras do governador, ele não tem lado nessa campanha e certamente não fará isso, pois sabe muito bem que se ficar contra o deputado Eures Ribeiro ele poderá perder essa importante liderança e abrirá precedente para uma possível rivalidade nas próximas eleições em 2026.



