Educadora também foi fotografada usando bottons em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL)
Uma professora foi flagrada fazendo gesto nazista em sala de aula, na cidade de Ponta Grossa, no Paraná. Segundo informações do portal Metrópoles, o episódio ocorreu no sábado (8), no Colégio Sagrada Família, mas as imagens repercutiram nas redes sociais nesta segunda (10).
No vídeo, a educadora identificada como Josete aparece em pé, vestida com uma camisa com a bandeira do Brasil. Ela encosta a mão na cabeça e em seguida estica o braço para a frente, simulando gesto usado como saudação ao líder nazista Adolf Hitler.
Em fotografias que circulam na internet, a professora também aparece usando bottons em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo informações da revista Fórum, a direção da instituição disse não estar de acordo com as atitudes da educadora e informou que este é o primeiro incidente da profissional que trabalha na escola há mais de uma década.
“Eu soube desse fato ontem e tomei as medidas internamente. Não é a nossa metodologia e nem o nosso jeito de ser. Nós sempre procuramos ficar neutros e é esta a orientação que a escola passa aos alunos, pais e professores. A posição da escola é totalmente contrária ao que aconteceu”, disse a diretora do colégio, Irmã Edites. “Com certeza foi um ato de imprudência da professora e a escola já tomou as primeiras medidas internas com ela dentro do que diz o nosso regimento”, disse ela.
Após o ocorrido, o Instituto Brasil-Israel se manifestou em repúdio à atitude da professora e também à leniência da escola. “Vemos com imensa preocupação o caso da professora que reproduziu a saudação nazista em uma escola em Ponta Grossa, no Paraná. O caso exemplifica os alertas de que as ocorrência neonazistas têm crescido no Brasil nos últimos anos, seja contra judeus ou outros grupos, como negros e pessoas LGBTQIA+. Não podemos normalizar situações como essa, mesmo que sejam exceções, o processo de aceitação, sem qualquer punição, faz com que mais pessoas se sintam à vontade para cometer o crime de apologia ao nazismo”, declarou a instituição, que também criticou a direção do estabelecimento por não sequer informar qual seria a punição aplicada à professora. “É preciso tomar medidas mais duras para frear a ascensão do neonazismo”, concluiu.

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