domingo, maio 19, 2024

Bolsonaro e os mil dias do governo da morte

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Escrito por Julimar Roberto*

Enquanto Bolsonaro completava mil dias de seu governo, em 27 de setembro, morria Geisa Sfanini, a mulher de 32 anos que precisou usar álcool combustível para cozinhar e teve 90% do corpo queimado. A moradora de Osasco, na região metropolitana de São Paulo (SP), não tinha dinheiro para comprar o botijão de gás.
Na mesma semana, no bairro da Glória, no Rio de Janeiro, homens, mulheres e jovens chocaram a opinião pública enquanto se amontoavam na fila da fome em busca dos restos das carnes e ossos que eram desprezados pelos supermercados.
Esse é o trágico legado de Bolsonaro. Uma nação com fome, pandemia desenfreada, pobreza extrema, desemprego recorde, inflação descontrolada e completa desesperança. Não é à toa que seu governo caiu no desgosto popular e 69% da nação declara não confiar nele. E quem, em seu juízo perfeito, confiaria?
Desde o início, Bolsonaro disse a que vinha. Como um ‘enviado das trevas’, ainda em campanha, ele prometia armar a população e restringir liberdades individuais e direitos de toda ordem. Até os mais céticos sentiram calafrios quando viram igrejas inteiras fazendo “arminha” com as mãos.
A escolha, nas eleições, era entre a moral e o escracho, a vida ou a morte, a democracia ou a barbárie… E os resultados não demoraram a vir.
Tendo a morte como bandeira, sua gestão genocida já vitimou quase 600 mil brasileiros e brasileiras. Aos sobreviventes da Covid-19, restou a fome e a bala. No país, o número de pessoas que vive em quadro de insegurança alimentar grave chega a 19,1 milhões, enquanto que 178 mil armas de fogo foram vendidas apenas no primeiro semestre de 2021. Armas essas, que são responsáveis por 78% das mortes violentas no país, sendo mulheres e negros as principais vítimas.
Estamos vivendo, sem a menor dúvida, os piores momentos do Brasil após sua redemocratização.
Os mil dias de inoperância de um presidente pífio remeteram o país ao caos social. Graças a sua incompetência, duas milhões de famílias se encontram na miséria, totalizando 41,1 milhões de pessoas na linha da extrema pobreza, conforme o CadÚnico, do Ministério do Desenvolvimento.
Crise econômica, inflação galopante e preços disparados, tornam a vida do povo brasileiro cada vez mais difícil.
Somente este ano, o etanol subiu 62%;  o botijão de gás, 31%; a gasolina, 39% e o diesel, 35%, por culpa da política de preços adotada por Bolsonaro, que atrela os valores dos combustíveis ao mercado internacional e à variação do dólar.
Também por culpa dele, só em 2021, o arroz aumentou 32%; o óleo de soja, 68%; o açúcar, 35%; entre outros alimentos básicos que estão à mercê de exportações descontroladas que desabasteceram o mercado interno. E quanto à energia elétrica, não é nem bom comentar.
Foram mil dias de destruição. Um dano que levará décadas para ser reparado. Precisamos iniciar imediatamente a reconstrução da nação e o primeiro passo é expurgar Bolsonaro e sua quadrilha da presidência da República. O Brasil não suporta mais. Por isso, iremos às ruas no próximo sábado (2/10) exigir Fora Bolsonaro.
*Julimar é comerciário e presidente da Contracs-CUT

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