sexta-feira, junho 19, 2026

Investimento público em ciência e tecnologia avança 30% no país

Leia também

Estudo divulgado nesta terça-feira (16) mostra que o Brasil interrompeu a trajetória de queda de repasse de recursos e retomou o financiamento da pesquisa

investimento público em ciência e tecnologia cresceu 30% no Brasil entre 2021 e 2024. No mesmo período, os recursos destinados à pesquisa e ao desenvolvimento aumentaram 35%. Os dados fazem parte do levantamento Dispêndio Nacional em Ciência e Tecnologia (C&T) e Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) — Setores Governamental e Empresarial 2014-2024, apresentado na última terça-feira, 16 de junho, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), no Rio de Janeiro (RJ).

A recomposição do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) aparece como um dos principais fatores por trás desse crescimento. No intervalo analisado, os recursos do principal instrumento de apoio à ciência e à inovação do país aumentaram 216%, ampliando as condições para investimentos.

A recuperação, impulsionada pelo Governo do Brasil, interrompe uma trajetória de retração observada de 2015 a 2021 e sinaliza a recomposição da capacidade do Estado de financiar atividades científicas, apoiar o desenvolvimento tecnológico e sustentar políticas públicas de longo prazo. Em 2024, os investimentos governamentais alcançaram R$ 88,7 bilhões em ciência e tecnologia e R$ 72,9 bilhões em pesquisa e desenvolvimento.

“O Brasil voltou a investir em ciência, tecnologia e inovação. Essa é uma prova do papel estratégico do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e da importância da retomada de políticas voltadas à tecnologia, que trazem efeitos concretos no desenvolvimento do País”, afirmou a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.

O levantamento indica que a continuidade do financiamento é um dos fatores que permitem a manutenção de laboratórios, a formação de recursos humanos altamente qualificados e a execução de projetos científicos de longo prazo.

INVESTIMENTO EMPRESARIAL – Os aportes feitos pelo setor empresarial também cresceram. De 2021 a 2024, os investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento passaram de R$ 67 bilhões para R$ 72 bilhões. Segundo Luciana Santos, a existência de instrumentos de financiamento, programas estratégicos e políticas de longo prazo ajuda a criar um ambiente mais favorável para decisões empresariais relacionadas à inovação.

“A recomposição do FNDCT, o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial e os instrumentos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) criam um ambiente mais previsível para investimentos de longo prazo. E, para o setor privado, a previsibilidade é um ativo tão importante quanto o volume de recursos”, destacou a ministra.

Outro aspecto apontado pelos indicadores é a expansão dos investimentos em estados das regiões Norte e Nordeste, como Acre, Ceará, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Esses estados registraram algumas das maiores taxas de crescimento em ciência, tecnologia e inovação no período analisado.

Embora a concentração de recursos ainda seja elevada nos estados com sistemas de pesquisa mais consolidados, os dados mostram sinais de maior dinamismo em diferentes regiões do país, ampliando a presença das atividades científicas e tecnológicas em novos territórios.

Os indicadores apresentados mostram que a ciência voltou a ocupar espaço relevante na agenda de investimentos públicos. A recuperação dos recursos destinados à área fortalece a capacidade nacional de produzir conhecimento, desenvolver tecnologias e criar condições para que a inovação contribua para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

CIÊNCIA DE DADOS – Durante a cerimônia, a ministra lançou o projeto Ciência de Dados pelo Brasil, com investimento superior a R$ 13 milhões e execução prevista para 36 meses. A iniciativa visa fortalecer a produção e o uso de indicadores de ciência, tecnologia e inovação e integra o Pacto Nacional em Favor dos Indicadores Estaduais de CT&I. O projeto apoiará a consolidação da Rede Nacional de Indicadores Estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Na mesma ocasião, o MCTI e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) também lançaram o Tecnova 2026/2027. O investimento de R$ 588 milhões vai apoiar micro e pequenas empresas inovadoras. Desse montante, R$ 360 milhões são do FNDCT, e R$ 228 milhões em contrapartidas estaduais e distrital.

Secom

Deixe um comentário

Por favor, insira seu comentário!
Por favor, insira seu nome

spot_img

Última notícias