Com eleitorado mais velho, Brasil terá 158,7 milhões aptos a votar em 2026, diz TSE
A Bahia contará com 11.321.005 eleitores aptos a votar, número superior ao registrado nas eleições de 2022, quando o estado possuía 11.291.528 eleitores. O crescimento foi de 29.477 novos eleitores no período.
Entre os eleitores aptos, 10.706.119 já possuem cadastro biométrico, o que representa 94,57% do eleitorado baiano. Outros 614.886 eleitores (5,43%) ainda não realizaram o cadastramento biométrico.
Os dados também mostram que a maior parte do eleitorado está sujeita ao voto obrigatório. Ao todo, 9.727.054 eleitores se enquadram nessa condição, enquanto 1.593.951 pessoas possuem direito ao voto facultativo, grupo formado, entre outros, por jovens de 16 e 17 anos, maiores de 70 anos e analfabetos.
O aumento do eleitorado reforça a importância da Bahia no cenário eleitoral nacional. O estado segue entre os maiores colégios eleitorais do país e terá papel estratégico nas eleições, concentrando mais de 11,3 milhões de eleitores aptos a participar do pleito.
Além do crescimento no número de eleitores, o elevado índice de cadastramento biométrico demonstra o avanço da identificação biométrica no estado, tecnologia utilizada pela Justiça Eleitoral para aumentar a segurança do processo de votação e reduzir a possibilidade de fraudes na identificação dos eleitores.
Eleitorado total do Brasil
O Brasil irá às urnas com um eleitorado mais velho em 2026, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgados nesta segunda-feira (20). Ao todo, serão 158,7 milhões de brasileiros aptos a votar. Desses, 37,5 milhões têm 60 anos ou mais.
Enquanto o eleitorado geral cresceu apenas 1,5%, a faixa etária que compreende os idosos avançou de 21% para 23,6% do total. Na contramão, a quantidade de pessoas de 21 a 34 anos que poderão participar do pleito caiu de 43,8 milhões para 41 milhões, o que representa 25,85% do total.
Em termos reais, serão 2,3 milhões de eleitores a mais desde o último pleito geral, quando cerca de 156 milhões estavam aptos a escolher o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais (ou distritais, no caso de Brasília).
O prazo para tirar o primeiro título de eleitor, transferir o domicílio eleitoral e regularizar pendências na Justiça Eleitoral terminou em 6 de maio. Desde então, a corte eleitoral, sob comando do ministro Kassio Nunes Marques, organizava os dados. A última atualização dos números foi em 18 de julho.
As eleições deste ano devem ser marcadas pelo embate direto entre o presidente Lula (PT), que tenta seu quarto mandato inédito, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que conta com o espólio político do pai em prisão domiciliar, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para se eleger ao cargo pela primeira vez.
O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro. Se houver necessidade, como já indicam levantamentos, o segundo turno para a Presidência e os governos dos estados está marcado para 25 de outubro. Já senadores, deputados federais e estaduais são eleitos em uma única votação.
Segundo o TSE, o Norte teve a maior alta proporcional no número de eleitores desde o último pleito geral, com avanço de 4,37%. Passou de 12.560.410 pessoas aptas a votar para 13.109.354 –mais de meio milhão.
Região mais populosa do país, o Sudeste tem 66,3 milhões de eleitores aptos a votar, registrando uma leve queda de 0,56%. São Paulo tem 21,48% do eleitorado nacional (34,1 milhões), enquanto Minas Gerais (16,4 milhões) segue como o segundo maior colégio eleitoral. Os dois são estados-chave na disputa presidencial, já que as candidaturas ao governo local têm a capacidade de puxar votos aos postulantes.
O palanque mineiro de Lula foi formalizado nesta segunda. O deputado federal Patrus Ananias (PT) foi anunciado o candidato do partido, após o “plano A”, com o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB), e o “plano B”, com a ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado, Marília Campos (PT), não vingarem por recusa de ambos.
Já a situação de Flávio no estado ainda está indefinida. Como mostrou a Folha, o PL avançou em tratativas e aguarda só a decisão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) sobre concorrer ao governo para anunciar uma aliança em Minas.
A campanha começará em menos de um mês, em 16 de agosto. Os partidos terão até a véspera da data, no dia 15, para registrar as candidaturas junto à Justiça Eleitoral. As convenções partidárias, evento onde é formalizado quem serão os nomes que representarão as legendas no pleito, têm início nesta segunda e vão até 5 de agosto.
Segundo a Constituição Federal, o voto é obrigatório no Brasil só para maiores de 18 anos. Para adolescentes de 16 e 17 anos, analfabetos e idosos acima de 70 anos, a ida às urnas é facultativa.
Pesquisa Datafolha publicada no fim de junho mostra que Lula e Flávio têm, respectivamente, 47% e 43% das intenções de voto em um eventual segundo turno, enquanto brancos e nulos somam 8%. Já em um cenário com outros candidatos, o petista mantém a vantagem e marca 41% ante 31% do bolsonarista.
Foram ouvidas presencialmente 2004 pessoas de 16 anos ou mais em 139 municípios de 17 a 18 de junho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O número de registro no TSE é BR-09956/2026.
Do total de cerca de 158 milhões, a maioria (52,84%) é de mulheres, parcela que permaneceu praticamente estável. Em termos absolutos, elas são 83,9 milhões e devem ser um dos eleitorados decisivos nestas eleições. Os principais candidatos à Presidência já preparam estratégias mirando conseguir o apoio do grupo.
Folhapress


