O Nordeste concentra 16,1% das empresas brasileiras analisadas pela Serasa Experian e apresenta faturamento médio estimado de R$ 377,1 mil por ano, segundo levantamento da empresa. O valor coloca a região na quarta posição entre as cinco regiões brasileiras, à frente apenas do Sudeste, que registra média de R$ 395,9 mil, e abaixo do Sul (R$ 414 mil), Centro-Oeste (R$ 431,4 mil) e Norte (R$ 432 mil).
Apesar de reunir uma parcela significativa das empresas analisadas, o Nordeste não está entre as regiões com maior faturamento médio. O resultado reforça que a concentração de negócios não necessariamente acompanha uma maior geração média de receita.
O Sudeste concentra 51,4% das empresas da base, seguido pelo Sul, com 18,8%, Nordeste, com 16,1%, Centro-Oeste, com 8,9%, e Norte, com 4,8%. Segundo o estudo, porém, a localização geográfica apresenta menor diferenciação no perfil de faturamento do que fatores como o setor de atuação e o tempo de existência das empresas.
Pequenos negócios predominam
O levantamento da Serasa Experian considera 27,7 milhões de empresas ativas na Receita Federal, com faturamento estimado de até R$ 4,8 milhões por ano — faixa que contempla Microempreendedores Individuais (MEIs), Microempresas (MEs) e Empresas de Pequeno Porte (EPPs).
Em todo o país, 63,4% das empresas analisadas faturam até R$ 300 mil por ano. Outros 12,1% estão na faixa entre R$ 300 mil e R$ 500 mil; 13,6% faturam entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão; e 10,9% têm faturamento estimado entre R$ 1 milhão e R$ 4,8 milhões.
No Nordeste, assim como nas demais regiões, o estudo aponta que características como maturidade empresarial e score de crédito estão mais associadas às diferenças de faturamento do que a localização geográfica.
Empresas mais maduras faturam mais
O tempo de atuação aparece como um dos principais fatores relacionados ao faturamento. Empresas com até seis meses de existência apresentam faturamento médio estimado de R$ 116,9 mil, enquanto aquelas com mais de 20 anos chegam a R$ 858,5 mil.
A diferença também aparece entre as faixas de faturamento. Entre as empresas que faturam até R$ 60 mil, 37,7% têm até seis meses de existência. Já entre os negócios com faturamento de R$ 1 milhão a R$ 4,8 milhões, apenas 1,1% estão nessa faixa de idade, enquanto 19,7% têm mais de 20 anos de atuação.
O score de crédito também acompanha essa evolução. Entre as empresas com faturamento de até R$ 60 mil, 86,5% possuem score de até 500. Na faixa de R$ 1 milhão a R$ 4,8 milhões, esse percentual cai para 51,8%.
Nos scores acima de 700, a diferença é ainda maior: a participação passa de 2,3% entre as empresas que faturam até R$ 60 mil para 25,3% entre aquelas com faturamento de R$ 1 milhão a R$ 4,8 milhões.
CERC amplia análise sobre empresas
Os dados integram a nova versão da solução de Faturamento PJ da Serasa Experian, que passou a incorporar informações da CERC (Central de Recebíveis). A proposta é cruzar o faturamento estimado com o histórico de recebíveis das empresas e ampliar a capacidade de avaliação de porte e risco de crédito.
A solução reúne ainda informações como dados dos sócios, base salarial da empresa e dados do Cadastro Positivo PJ.
Segundo a Serasa Experian, a combinação dessas informações permite uma avaliação mais ampla da capacidade financeira das empresas, especialmente de pequenos e médios negócios.
Metodologia
O estudo foi elaborado com base na solução de Faturamento Estimado da Serasa Experian e considera empresas ativas na Receita Federal. Foram analisados 27,7 milhões de negócios, com foco em empresas com faturamento estimado de até R$ 4,8 milhões por ano.
Os valores apresentados são estimativas produzidas a partir dos modelos e informações disponíveis no período de referência e não correspondem necessariamente ao faturamento declarado pelas empresas.


