[07:45, 28/09/2026] Emanoel Virgino@Vozdalapa: O Governo Federal confirmou o reajuste de 15,04% nos benefícios do programa Bolsa Família. A medida altera o piso e os valores adicionais pagos aos beneficiários a partir do mês de outubro.
Novos valores e piso do programa
O valor mínimo pago por família passou de R$ 600 para R$ 691. Com a atualização, a projeção do valor médio do benefício nacional passa de R$ 675 para R$ 777.
O Benefício de Renda de Cidadania, calculado por integrante da composição familiar, teve alteração de R$ 142 para R$ 164.
Reajuste nos benefícios adicionais
Primeira infância
O repasse direcionado a crianças de zero a sete anos incompletos subiu de R$ 150 para R$ 173 por criança. A soma do piso com múltiplos adicionais permite que o montante ultrapasse R$ 1.100 por mês em casos …
[07:51, 28/09/2026] Emanoel Virgino@Vozdalapa: EM ENTREVISTA, LULA PROPÕE UMA GRANDE MUDANÇA NAS INDICAÇÕES AO STF
[07:51, 28/09/2026] Emanoel Virgino@Vozdalapa: Em entrevista concedida ao programa Canal Livre, da Band, transmitida neste domingo, 27, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu uma revisão profunda no método de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Para o chefe do Executivo, a sistemática atual é “vulnerável” por concentrar poder excessivo na figura do presidente da República.
Como alternativa, o mandatário sugeriu a institucionalização de um colegiado consultivo composto por representantes da sociedade civil para avaliar e validar os nomes antes do envio ao Legislativo. Lula explicou que, embora costume consultar órgãos como a Advocacia-Geral da União (AGU), o Ministério da Justiça e a Casa Civil, o mecanismo vigente ainda depende exageradamente da relação de confiança pessoal ou de indicações restritas de setores do direito.
Imprevisibilidade no cargo
Refletindo sobre as nomeações que realizou ao longo dos mandatos anteriores, o presidente destacou que o principal aprendizado foi a necessidade de selecionar nomes com trajetória jurídica e pública amplamente reconhecida. De acordo com ele, indicar alguém que pretenda construir reputação após assumir a vaga é um risco elevado.
O mandatário também apontou a imprevisibilidade sobre a postura dos magistrados após a posse. Lula relembrou que chegou a ser julgado e preso durante a atuação de ministros indicados por ele próprio, ressaltando que a investidura na toga confere total independência aos magistrados, eliminando qualquer ingerência do Executivo.
Como funciona atualmente:
De acordo com as regras constitucionais vigentes, cabe exclusivamente ao presidente da República indicar os nomes para as vagas abertas na Suprema Corte. Os indicados passam por sabatina e votação secreta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no Plenário do Senado Federal.
Diversidade e apuração de denúncias
A proposta apresentada por Lula prevê que o envio do nome ao Senado passe pelo aval prévio de um conselho de notáveis. O colegiado poderia ser formado por entidades de representação nacional — como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), associações de juristas, centrais sindicais e organizações empresariais. O presidente frisou que o novo órgão ajudaria a distanciar a indicação de vínculos político-ideológicos e de favorecimentos pessoais, sugerindo também que a composição desse conselho incorpore critérios de diversidade, inclusive com ampla presença feminina.
Denúncias do STF
Além das mudanças no rito de escolha, Lula cobrou apuração rigorosa sobre denúncias que envolvam membros do STF para assegurar a credibilidade do Poder Judiciário. Mencionando nominalmente ministros como Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, o presidente defendeu que qualquer irregularidade comprovada deve ser punida, independentemente do cargo ocupado.
Por fim, o chefe do Executivo criticou a ostensiva exposição pública dos magistrados e a transmissão ao vivo das sessões do tribunal. Para Lula, a atuação dos ministros deveria se restringir aos autos dos processos e às decisões proferidas, evitando debates midiáticos ou embates transmitidos pela televisão.
IA nacional e revisão de riquezas minerais
Em outra frente, Lula destacou a urgência de garantir a soberania tecnológica do Brasil para evitar a dependência de plataformas desenvolvidas por potências estrangeiras, nominalmente Estados Unidos e China. Soberania linguística: o presidente reforçou o compromisso de viabilizar uma IA treinada nativamente em língua portuguesa.
Formação acadêmica: defendeu o engajamento estratégico das universidades e dos institutos federais na formação de mão de obra altamente qualificada. Terras raras: prometeu rever o modelo de exportação de minerais críticos e terras raras, visando ao beneficiamento dos recursos em solo nacional.
Devastação no Oriente Médio
Ao avaliar os recentes episódios de violência e a desolação que assolam o Oriente Médio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um contundente diagnóstico sobre o atual cenário geopolítico. O chefe do Poder Executivo afirmou que a comunidade internacional enfrenta um grave colapso de governança, caracterizado por um planeta “acéfalo” e desprovido de referências capazes de intermediar a paz.
Na declaração, o mandatário brasileiro direcionou críticas severas à perda de influência e de eficácia do sistema multilateral, com destaque para o esvaziamento das instituições internacionais na mediação de crises multilaterais. ”A ONU não está funcionando. O Trump faz o que quiser do ponto de vista econômico, e o Brasil tem sido resistente”, sustentou o presidente, ao enfatizar que o país se mantém firme diante de movimentos unilaterais na economia global.
Oçamento bélico
A crítica do chefe de Estado também se estendeu ao contraste entre os investimentos militares e as necessidades sociais urgentes das populações mais vulneráveis. Lula pontuou o contrassenso de governos ao redor do globo destinarem somas trilionárias ao fortalecimento do aparato de defesa e de armamentos, enquanto recursos essenciais deixam de ser alocados para o combate a flagelos históricos, como a fome e a pobreza extrema. A fala reforça a linha da diplomacia brasileira no cenário internacional, que busca projetar o país como um polo de resistência ao unilateralismo e defender a reformulação urgente dos órgãos de governança global.


